2012
Crítica de filme: Imortais (2011)
Quando o assunto é mitologia, as coisas tendem a ficarem um pouco confusas, afinal, existem mil versões de diferentes para cada história. Principalmente quando tratamos da mitologia grega – de longe uma das minhas preferidas. Esse fim de semana que passou eu fui com minhas amigas decidimos ir ao cinema e acabamos assistindo Imortais, que é sobre a história de um dos grandes Heróis da Grécia Antiga: Teseu.
Não fui para o cinema com nenhuma expectativa, o que foi bom. O filme conta a história do rei de Creta, Hipérion, que declara guerra contra o Olimpo depois dos deuses falharem em atender suas preces para salvar sua família da doença. Ele então começa a buscar o Arco de Épiro – uma poderosa arma criada por Ares, deus da guerra – com o intuito de usá-la para libertar os Titãs do Tártato e destruir todos os deuses. Nessa busca ele sequestra um oráculo, Phaedra, para ajudá-lo a encontrar a arma e acaba chegando na vila em que Teseu mora com sua mãe.
No filme, a mãe de Teseu ficou grávida dele depois de ter sido abusada, e ele é então considerado um bastardo, e por isso, acaba ouvindo comentários maldosos de outros habitantes da cidadela. Teseu aprendeu a combater com um velho senhor, o qual se revela um importante personagem na história e acaba lutando com um soldado, Lisandro. O soldado acaba dispensado e deserta para o lado do cruel rei Hipérion, ajudando-o. Fica então sob a responsabilidade de Teseu de defender sua cidade, ou ajudar Hipérion e deixar que sua cidade sofra nas mãos desse homem cruel, conforme a visão do oráculo. Um detalhe que achei fantástico é que nas partes em que Phaedra, o oráculo, está com suas irmãs, elas apenas conversam em grego. Foi pequeno e simplista mas que agregou muito ao filme na minha opinião.
O filme é muito bom, mas eu estranhei muito algumas passagens e a falta de algumas informações. Por exemplo, quando vemos o monte Olimpo e os deuses, conseguimos apenas identificar Atena, Zeus e Poseidon. Ficamos sem saber quem são os outros deuses que estão por ali e, inclusive, tem algumas falas. (Chutei que um deles era Hefesto, mas ao ver a lista do elenco acredito que me enganei…) Outro fato estranho é que, para ser um Herói, Teseu precisa ser um semideus, ou seja, um filho de um deus/deus e um humano, e na verdade, o pai de Teseu é Poseidon. Em momento nenhum isso é mencionado no filme, pelo que eu me lembro. Sei que sempre pareço crítica e chata quando se tratam de “adaptações”, mas acho que são detalhes que fazem total diferença.
Uma parte que me deixou completamente confusa foi a passagem em que os deuses (novamente temos dois deles na cena e não fazemos ideia de quem eram) lutam contra os Titãs. Na luta alguns deuses perdem a batalha e no filme fala que eles “morrem”. OI?! Como um ser IMORTAL (o próprio nome do filme já diz) pode morrer? Sim, eles podem se desintegrar, virar pó e ficarem aprisionados no Tártaro até conseguierem reunir forças para voltar, mas morrer?! Sério, achei completamente incoerente. Uma simples mudança de termo consertaria esse deslize.
Achei muito interessante eles manterem o Minotauro no filme, apesar da situação ser um pouco diferente, mas mesmo assim, preservando a luta em um Labirinto, fazendo alusão à lenda. Teseu é o herói responsável por matar a besta que chamam de Minotouro, mas na lenda, ele tem a ajuda de Ariadne, filha do poderoso Minos, que se apaixonou por Teseu e combinou com ele um meio de encontrar a saída do terrível labirinto no qual ele vai entrar para enfrentar a besta.. Um meio bastante simples: ela entrega a ele um fio que Teseu gruda na porta de entrada e desenrola até chegar ao seu destino. Depois de derrotar o Minotauro, bastava seguir o fio de volta até a porta do labirinto.
Apesar desses poréns, o filme é ótimo! Com cenas incríveis de batalha ele é bem sanguento e explícito nas cenas de guerra – o filme é dos mesmos produtores de 300, diz o suficiente né?! – mas é entretenimento certo. E pra mulherada que não se convenceu: o elenco é de tirar o fôlego! Conta com várias beldades que, claro, além de lindos são atores incríveis. Fãs da série Merlin da BBC: preparem-se para se emocionarem com a narração e participação do incrível John Hurt. Não sabia da participação dele nesse filme e foi uma ótima surpresa!
Elenco
• Henry Cavill como Teseu.
• Stephen Dorff como Stavros, um escravo que se une a Teseu.
• Luke Evans como Zeus, deus dos deuses.
• Isabel Lucas como Atena.
• Kellan Lutz como Poseidon.
• Freida Pinto como Phaedra, o oráculo.
• Mickey Rourke como o Rei Hipérion, rei da Creta.
• John Hurt como o velho mentor de Teseu.
• Joseph Morgan como Lisandro.
• Daniel Sharman como Ares.
• Robert Maillet como o Minotauro, que na verdade é chamado de a Besta, no filme.
Trailer
Love, Bru 'Duda'
17:48 ~
3 comentários em "Crítica de filme: Imortais (2011)" | Comente »
Não tinha a MENOR ideia que esse filme era sobre mitologia grega. Não pelo nome, já que nem a sinopse eu li. Quem sabe esse final de semana não tento assistir? Acho que pela sua crítica vou acabar gostando, apesar desses deslizes que você comentou – como assim não falam quem é quem? D: E fiquei pasma com o ‘morrem’ hahaha Que horror.
PS: Kellan como Poseidon? Por que só escolhem os lindos pra fazer papel de Poseidon? hahaha Amei <3
[...] mas como não entendo nada disso, não posso comentar e aconselho aos que queiram saber mais, lerem a resenha que ela fez. Ao meu ver, é uma liberdade poética do roteirista para dar margem a seqüência que [...]
Decpcionante, super confuso, enredo pobre.